🎣 Pesca de Arrasto – Onde está a sustentabilidade da pesca industrial?
A pesca de arrasto de fundo é uma das práticas mais destrutivas alguma vez aplicadas ao oceano.
No entanto, continua a ser amplamente utilizada — longe dos olhos do público, mas com consequências visíveis na escassez de peixe, na degradação dos ecossistemas e no futuro da pesca sustentável.
❌ Mito: “É só mais uma técnica de pesca.”
Na verdade, trata-se de uma técnica industrial que consiste em arrastar redes pesadas com dispositivos metálicos pelo fundo do mar durante quilómetros.
Não há selecção. Não há cuidado.
Tudo o que está no caminho — é destruído.
⚠️ Consequências directas:
• O fundo do oceano e os seus habitats são esmagados ou arrancados
• Espécies juvenis, ameaçadas ou sem valor comercial são capturadas e descartadas — o chamado bycatch, que pode atingir 50% das capturas totais
• Áreas inteiras ficam biologicamente estéreis, incapazes de regeneração durante décadas
• A destabilização dos sedimentos pode libertar carbono armazenado — agravando o efeito de estufa
🌍 Impacto global:
• O arrasto de fundo representa mais de 25% de todas as capturas marinhas (FAO)
• A Oceana estima que esta prática cause perdas anuais de cerca de 3 mil milhões de dólares em colapsos ecológicos e económicos
• A destruição física do fundo marinho compromete o ciclo de vida de centenas de espécies comerciais
📌 E em Angola?
Embora pouco visível, esta técnica é amplamente utilizada por embarcações industriais, muitas vezes sem fiscalização efectiva, em zonas críticas da nossa costa.
O resultado?
Menos peixe. Menos biodiversidade. Menos futuro.

🎬 O documentário “Ocean”, narrado por David Attenborough, mostra com clareza a dimensão da destruição provocada por esta prática. É impossível ignorar as imagens. (Uso educativo)
🎙️ A literacia oceânica começa também por aqui:
Saber como é capturado o pescado que nos chega ao prato.
Na quinta-feira, na série #PontoAzul E2, traremos alternativas sustentáveis e tecnologias regenerativas que podem ajudar a pôr fim a esta prática — e a recuperar o rasto de destruição deixado para trás.
“Knowledge precedes transformation.”
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